QUIXABEIRA DE LAGOA DA CAMISA

Feira de Santana, Bahia
Manifestação: SAMBA DE RODA / BOI DE ROÇA / CANTIGA DE RODA

Quixabeira de Lagoa da Camisa no filme Turista Aprendiz:

QUIXABEIRA DE LAGOA DA CAMISA

Feira de Santana, Bahia
Manifestação: SAMBA DE RODA / BOI DE ROÇA / CANTIGA DE RODA

Samba de roda, rural, samba-lenço, partido alto, são muitas as manifestações do nacionalíssimo samba. Oriundo dos batuques bantu, desenvolveu-se no Brasil em várias direções. Uma delas vem da Bahia para as festas na casa de Tia Ciata no Rio de Janeiro, onde se reunia a elite cultural negra da virada do século, se organizando depois no Largo do Estácio, sobe o morro e entra no repertório dos músicos populares que se profissionalizavam nos teatros e no rádio.
O samba de roda da Quixabeira é uma tradição secular que vem do recôncavo baiano e tem estreita ligação com os terreiros de candomblé, onde ao som dos atabaques, cordas e palmas as mulheres se sucedem no centro da roda dançando com pés ligeiros o miudinho, chamando com a umbigada uma outra para vir ficar em seu lugar. Chamado na região de Samba de São Cosme, por ter seu ponto alto durante os festejos de São Cosme e Damião, em 27 de setembro, acontece ao longo de todo o ano e permeia várias atividades da comunidade, além de acompanhar outros gêneros como o Boi roubado, por exemplo, quando se samba até o amanhecer.
Essencialmente rural, a comunidade da Quixabeira mantém ainda, além da
tradição das chulas e cortados, vários gêneros como os bois de roça, cantados à capela por pares de vozes abertas que resultam num timbre impressionante de harmônicos – as parêias – e ainda cantos de trabalho como as batas de feijão e milho e os mutirões de capina. O samba de roda e a chula são gêneros que sempre se sucedem com sutis diferenças musicais e coreográficas, como os motivos e intervalos instrumentais, as repetições e variações formais de solo e coro.

Gravado em 23 de janeiro de 2005
voz e timba: Agnaldo Cundes Pereira (Bilau) e André dos Santos Oliveira (Galego)
voz e pandeiro: Francisco Pereira da Silva (Véio), Martinho Abade da Silva e Roque de Alcântara de Oliveira (Roquete)
guitarra baiana: José Pereira Gonçalves (Bigode)

vozes e palmas: Carmelita dos Santos Brito, Joana Ferreira de Jesus (Dona Budu), Marcelina Nunes Moreira, Terezinha de Almeida Vitório

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brasileira escrito pelos próprios artistas.

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